Relatos amazônicos 8 - De Novo Airão para o Jaú. Anavilhanas
Três quarteirões. É o espaço que me separa do Centro de Atendimento ao Turista de Novo Airão. Normalmente essa distância nada significaria, mas estou numa cidade amazônica ao meio-dia. O sol inunda e aquece explosivamente tudo; afinal, estamos a apenas dois graus e meio abaixo da Linha do Equador. E na planura absurda em que se espalha a cidade não se vê uma elevação, um incidente e, até onde consigo avistar, nenhuma árvore ou marquise que proveja alguma sombra. A planura, que em princípio seria positiva para o caminhante, traz na realidade uma sensação de resistência e invencibilidade. Os quarteirões de Novo Airão, se não o são, parecem bem mais longos do que em outras cidades. Chegara na cidade na noite anterior, fazendo da última etapa da jornada pela Amazônia uma espécie de ataque rápido, pouco planejado e incisivo. Viera num dos chamados táxis-lotação, transporte público em automóvel privado, por meio do qual podem viajar, entre Manaus e Novo Airão, até quatro passageiros. Disp...